Sobre o Projeto

APQ-02923-22 - Educação científica em museus

Plano de Trabalho

  • Edital Nº 005/2022 - Apoio a Ações de Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Inovação
  • Processo: APQ-02923-22
  • Situação do processo: Em Contratação
  • Natureza da solicitação: Apoio a Ações de Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Inovação
  • Data do documento: 19/08/2022 08:57:21
  • Número SEI: Não se aplica
  • Validador: 4DC41298-08AB-41DA-A405-383B911A3612

Dados da Proposta

  • Título: Educação científica em museus: desenvolvimento do pensamento científico, crítico e criativo na imersão dos acervos universitários da UFMG
  • Registro 404699
  • Aprovado pelo CENEX 19/04/2023 - Faculdade de Odontologia
  • Status Atividade em desenvolvimento
  • Data de início: 01/10/2022 11/04/2023 (prorrogação)
  • ~~Data término: 01/04/2024~~
  • Previsão de término 11/04/2028
  • Unidade/Órgão de execução: Faculdade de Odontologia
  • Departamento/Setor de execução: Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológica
  • Programa vinculado: Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura da UFMG
  • Área Temática de Extensão: Cultura[
  • Linha de Extensão: Patrimônio Cultural, Histórico e Natural e Imaterial
  • Grande Área do Conhecimento: Ciências da Saúde
  • Área de conhecimento: MUSEOLOGIA
  • Sub-área de conhecimento: MUSEOLOGIA
  • Origem do público de interesse: Interno e Externo
  • Caracterização do público de interesse: Estudantes e professores da Educação Básica. Estudantes e Professores do Ensino Superior da UFMG e outras Instituições de ensino superior; Comunidade em geral;
  • Público estimado 30.000
  • divulgação científica,; museus. educação museal; acervos universitários; educação científica"
  • Site https://www.ufmg.br/rededemuseus
  • Instagram rededemuseusufmg

Resumo da Proposta:

Essa proposta consiste em um conjunto de atividades articuladas de caráter interdisciplinar, cujo objetivo geral é promover a educação e o treinamento científico para visitantes da comunidade em geral, professores e estudantes da educação básica, por meio de experiências imersivas nos diversificados acervos da Rede de Museus da UFMG.

Essa proposta visa implementar ações inovadoras no campo da DC na Rede, favorecendo o desenvolvimento do pensamento crítico e do método científico aos visitantes. Serão ofertadas exposições temáticas e roteiros de visitação variados a fim de se demonstrar a multiplicidade e o valor histórico científico dos acervos.

Escolas parceiras serão convidadas para participar do processo criativo das atividades pedagógicas e da extroversão museológica. Seis espaços serão os responsáveis pela constituição do GT Divulgação Científica (DC) na Rede de Museus. Essa articulação visa o desenvolvimento em rede e de forma integrada dos materiais, abordagens, práticas pedagógicas, roteiros e oferta de oficinas a professores e estudantes.

Serão ofertados os seguintes roteiros de visitas:

  1. Exposições temporárias temáticas de cada espaço, capazes de interagir com temas atuais, conhecimentos de sala de aula e vivências dos estudantes;

  2. Visitas no modelo: “Um dia de Cientista”, planejada para o estudante pensar sobre um fato científico, delinear e executar pequenos experimentos.com emissão de certificado de cientista ao fim do treinamento;

  3. Visitas no modelo: “Mergulho nas Ciências dos Museus, planejada para conhecer as histórias, métodos e atualidade da área da ciência representada naquele espaço, com formatos adaptados para a visita prévia do professor e a visita com a turma de estudantes;

  4. Oficinas para professores sobre educação do futuro nos roteiros dos Museus e Acervos: práticas pedagógicas e científicas. Além disso, será elaborado um estande “A Ciência dos Museus na Escola, que será uma exposição itinerante,

#divulgaçãocientífica #educaçãomuseal #educaçãocientífica #museus #acervosuniversitários

Apresentação

A educação científica visa dar meios para que as pessoas possam interpretar o mundo de acordo com o olhar científico, mobilizando os conceitos, leis e procedimentos da ciência para solucionar problemas do cotidiano. O desenvolvimento científico, ou seja, a capacidade de produção de conhecimento científico relevante é determinante para o avanço e a autonomia de uma nação. Entretanto, as discussões e práticas científicas não podem estar desconectadas da realidade social ou restritas ao ambiente acadêmico e escolar.

A utilização de espaços não formais para a educação científica, com práticas pedagógicas ativas e participativas, estimula a capacidade reflexiva e a metacognição. No caso brasileiro, as Universidades públicas assumiram essa dupla atribuição. Neste contexto, a UFMG estabeleceu as diretrizes para a Política de Divulgação Científica (2021) e um dos seus objetivos é o aprimoramento da divulgação científica nos museus, centros de memória e centros culturais da UFMG.

A Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura criada em 2000 é constituída por 24 espaços autônomos situados nos municípios de Belo Horizonte, Montes Claros e Tiradentes. A heterogeneidade dos espaços da Rede de Museus, associada ao caráter transdisciplinar e interprofissional, a torna um campo fértil para a prática científica em diferentes áreas do saber. A observação e o estudo dos acervos podem gerar teorias, estimular a emergência de vocações científicas e formar cidadãos capazes de compreender e usar a ciência no cotidiano.

Para tanto, os museus devem set explorados de forma articulada com os embasamentos teóricos, intercruzando o saber científico com os saberes e vivências dos visitantes, sejam estudantes, famílias ou grupos de amigos. As características únicas das coleções museológicas trazem afetividade e outras emoções aos visitantes, promovendo o prazer do aprendizado marcante, muitas vezes inesquecível. As experiências vivenciadas devem set capazes de despertar curiosidades, paixões, possibilitar situações investigadoras.

Os ambientes museais propiciam a diversidade pedagógica, com a transposição didática, por meio de práticas que exploram os diferentes sentidos, transmitidas pela cultura oral em vez da escrita, pela sensação tátil, pelas visões e cheiros, emoções e sensações que desafiam as palavras. Cada roteiro, exposição ou tour mediado, precisa set planejado para construir uma narrativa pedagógica funcional, lúdica e inovadora, adaptada ao perfil do visitante, para que cada atividade colabore para a experiência desejada, pois são momentos muito valiosos, muitas vezes a oportunidade única daquele visitante.

Com o retorno das atividades presenciais, identifica-se que uma grande demanda social tem sido a geração de oportunidades para a comunidade e a população escolar usufruir de laser, cultura e ciência. Essas oportunidades podem advir do estímulo a ações que promovam a retomada das atividades presencias nos espaços da Rede de Museus, ampliando o uso desses espaços formativos para a educação científica da população.

Essa proposta se configura como uma oportunidade para implementar ações de aprimoramento da divulgação científica já realizada nos espaços da Rede de Museus da UFMG, considerando que esses espaços são mantenedores e geradores de conhecimentos científicos e de cientistas e que podem atuar como ambientes de estímulo e treinamento do pensamento crítico e do método científico a visitantes pertencentes a comunidade em geral e a professores e estudantes da Educação Básica em diferentes municípios do Estado de Minas Gerais."

Objetivos

Metodologia

Indicadores de avaliação

Os indicadores de avaliação da ação de Extensão serão:

  • total de público participante por categoria (público amplo e da Educação Básica);
  • resultados das avaliações sobre as atividades realizadas por todos os sujeitos envolvidos (público, estudantes, docentes e colaboradores) por meio de aplicação de instrumentos padronizados;
  • cumprimento das metas de acordo com o cronograma,
  • desenvolvimento, elaboração, utilização e avaliação dos produtos propostos.

Instituições

Instituição Executora / Proponente: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais

Instituição Gestora: Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão - FEPE

Membros da Equipe

Equipe CONSTRUÇÃO

Produtos Pretendidos

File qtde produto
Oficinas para professores 150 CAPACITAÇÃO DE PESSOAL
Experiências de Sucesso 2 TRABALHOS COMPLETOS EM ANAIS DE CONGRESSOS
Roteiros de educação científica 1 ARTIGOS EM REVISTAS ESPECIALIZADAS
Educação Científica nos espaços 6 PITCH
Atendimento ao público 30000 OUTROS
Artigos em Revistas especializadas 2 ARTIGOS EM REVISTAS ESPECIALIZADAS
Apresentação de Resumos 6 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS EM CONGRESSOS
Capacitação de recursos humanos 12 OUTROS
Apoio a Exposições e Roteiros 2 12 MATERIAIS DIDÁTICO-PEGADÓGICOS
Produto Pretendido - -

Natureza da Proposta - Linha Temática 1

Detalhamento da Proposta

QUESTÃO 01 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Justificativa e importância para a realização do projeto

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

A educação científica visa dar meios para que as pessoas possam interpretar o mundo de acordo com o olhar científico, mobilizando os conceitos, leis e procedimentos da ciência para solucionar problemas do cotidiano. O desenvolvimento científico, ou seja, a capacidade de produção de conhecimento científico relevante é determinante para o avanço e a autonomia de uma nação. Entretanto, as discussões e práticas científicas não podem estar desconectadas da realidade social ou restritas ao ambiente acadêmico e escolar. A utilização de espaços não formais para a educação científica, com práticas pedagógicas ativas e participativas, estimula a capacidade reflexiva e a metacognição.

No caso brasileiro, as Universidades públicas assumiram essa dupla atribuição. Neste contexto, a UFMG estabeleceu as diretrizes para a Política de Divulgação Científica (2021) e um dos seus objetivos é “o aprimoramento da divulgação científica nos museus, centros de memória e centros culturais da UFMG”. A Rede de Museus e Espaços de Ciências e Cultura (Rede de Museus) da UFMG foi a primeira rede de acervos científicos universitários do Brasil criada em 2000, e é constituída por 24 espaços autônomos situados nos municípios de Belo Horizonte, Montes Claros e Tiradentes. Esses espaços pertencem à categoria de Museus, nos quais podem set encontradas grandes obras artísticas, artefatos históricos, fósseis; Centros de Memória, que contam a história das profissões e o seu avanço científico e tecnológico; e Coleções Biológicas, como jardim botânico, coleções entomológicas e herbários, que guardam testemunho da biodiversidade mineira.

A heterogeneidade dos espaços da Rede de Museus, associada ao caráter transdisciplinar e interprofissional, torna essa Rede um campo fértil para a prática científica em diferentes áreas do saber. As ações de popularização da ciência desenvolvidas pela Rede estão, predominantemente, nas áreas da Cultura, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho. A Rede de Museus recebia um público annual de 130 mil visitantes, no período anterior à pandemia da COVID-19. Os museus e espaços de ciências guardam histórias, objetos, tempos e espaços, tudo ao alcance dos sentidos, em um ambiente seguro e pensado para experiências imersivas, assim, se constituem em espaços não formais privilegiados para a educação científica de amplo público. A observação e o estudo dos acervos podem gerar teorias, estimular a emergência de vocações científicas e formar cidadãos capazes de compreender e usar a ciência no cotidiano.

Para tanto, os museus devem set explorados de forma articulada com os embasamentos teóricos, intercruzando o saber científico com os saberes e vivências dos visitantes, sejam estudantes, famílias ou grupos de amigos. As características únicas das coleções museológicas trazem afetividade e outras emoções aos visitantes, promovendo o prazer do aprendizado marcante, muitas vezes inesquecível. As experiências vivenciadas devem set capazes de despertar curiosidades, paixões, possibilitar situações investigadoras. Os ambientes museais propiciam a diversidade pedagógica, com a transposição didática, por meio de práticas que exploram os diferentes sentidos, transmitidas pela cultura oral em vez da escrita, pela sensação tátil, pelas visões e cheiros, emoções e sensações que desafiam as palavras. Cada roteiro, exposição ou tour mediado, precisa set planejado para construir uma narrativa pedagógica funcional, lúdica e inovadora, adaptada ao perfil do visitante, para que cada atividade colabore para a experiência desejada, pois são momentos muito valiosos, muitas vezes a oportunidade única daquele visitante. Por isso, nas atividades pedagógicas dos museus o conhecimento científico não é apresentado em seu estado puro.

São necessários processos de recontextualização e de transposição museográfica, que promovem a simplificação, a reorganização e a produção de novos conhecimentos, indispensáveis para levar o público a compreender a ciência apresentada nos museus. Com o retorno das atividades presenciais, identifica-se que uma grande demanda social é a geração de oportunidades para a comunidade e a população escolar usufruir de laser, cultura e ciência. Essas oportunidades podem advir do estímulo a ações que promovam a retomada das atividades presencias nos espaços da Rede de Museus, ampliando o uso desses espaços formativos para a educação científica da população. Essa proposta se configura como uma oportunidade para implementar ações de aprimoramento da divulgação científica já realizada nos espaços da Rede de Museus da UFMG , considerando que esses espaços são mantenedores e geradores de conhecimentos científicos e de cientistas e que podem atuar como ambientes de estímulo e treinamento do pensamento crítico e do método científico a visitantes pertencentes a comunidade em geral e a professores e estudantes da Educação Básica em diferentes municípios do Estado de Minas Gerais.

QUESTÃO 02 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Objetivo geral e específico(s)

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

Objetivo geral: Promover a educação e o treinamento científico para visitantes da comunidade em geral, professores e estudantes da educação básica, por meio de experiências imersivas nos diversificados acervos da Rede de Museus da UFMG.

Objetivos específicos:

  1. Gerar oportunidades de roteiros temáticos atrativos à comunidade em geral e a professores e estudantes do ensino básico;
  2. Estimular o desenvolvimento cognitivo, a capacidade crítica, criativa, inventiva e a autonomia dos visitantes;
  3. Proporcionar aos visitantes a participação ativa nos processos geradores de conhecimento em acervos científico-culturais;
  4. Contribuir para a formação científica e cultural dos visitantes, tornando-os capazes de compreender e usar o conhecimento científico;
  5. Formar estudantes multiplicadores do método científico, aptos a propor e executar atividades científicas;
  6. Apoiar na aprendizagem efetiva de temas tratados em sala de aula;
  7. Elaborar e divulgar materiais didáticos de apoio à educação científica em exposições e oficinas adaptados aos diferentes perfis de visitantes;
  8. Produzir em conjunto com professores do ensino básico roteiros, visitas, exposições e experiências pensadas para a aprendizagem marcante nos estudantes;
  9. Elaborar e testar práticas pedagógicas imersivas inovadoras;
  10. Realizar monitoramento e avaliação dos processos e resultados com os sujeitos envolvidos, a fim de aprimorar as experiências ofertadas.
QUESTÃO 03 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Público alvo

(obrigatório para as linhas temáticas 1 e 2):

A Rede de Museus da UFMG apresenta um público formado pela comunidade interna e externa. O maior público é formado por professores e estudantes da educação básica, que também se configura no público-alvo da maior parte das ações de popularização científica. Essa proposta visa ampliar as oportunidades de visitas por meio da elaboração de roteiros adaptados conformando um circuito científico para dois diferentes perfis de visitantes: o público geral e o da educação básica. Para o público geral serão ofertadas exposições temáticas e roteiros de visitação variados a fim de se demonstrar a multiplicidade e o valor históricocientífico dos acervos e o laser que pode set exercido ao se frequentar esses espaços, além de aprimorar as concepções sobre modelos científicos No campo da educação básica, escolas parceiras da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de Montes Claros serão convidadas para participar do processo criativo das atividades pedagógicas e da extroversão museológica.

Seis espaços museais, a saber: Centro de Memória da Escola de Enfermagem; Centro de Pesquisa Memória e Documentação da Faculdade de Educação; Centro de Memória da Medicina; Centro de Memória da Odontologia; Herbário Norte Mineiro; e Museu da Matemática e o Núcleo Técnico Científico da Rede serão os responsáveis pela constituição do GT Divulgação Científica (DC) na Rede de Museus.

Essa articulação visa o desenvolvimento em rede e de forma integrada dos materiais, abordagens, práticas pedagógicas, roteiros e oferta de oficinas a professores e estudantes. As exposições e roteiros adaptados à educação básica serão amplamente divulgados, nas mídias sociais, além disso, os órgãos da educação básica no âmbito estadual e municipal receberão convites e orientações para planejamento e agendamento das visitas.

Para a educação básica serão ofertados os seguintes roteiros de visitas:

  1. Exposições temporárias temáticas de cada espaço, capazes de interagir com temas atuais, conhecimentos de sala de aula e vivências dos estudantes;
  2. Oferta de visitas no modelo: “Um dia de Cientista”, para educação básica, planejada de forma ativa, para o estudante pensar sobre um fato científico, delinear e executar pequenos experimentos. Promovendo o treinamento do pensando lógico, crítico e científico e a compreensão dos métodos da ciência naquela área. Os estudantes receberão um certificado de cientista ao fim do treinamento;
  3. Oferta de visitas no modelo: “Mergulho nas Ciências dos Museus, visita planejada para conhecer as histórias, métodos e atualidade da área da ciência representada naquele espaço, com formatos adaptados para a visita prévia do professor e a visita com a turma de estudantes;
  4. Oficinas para professores do ensino básico sobre educação do futuro nos roteiros dos Museus e Acervos: práticas pedagógicas e científicas. Além disso, será elaborado um estande “A Ciência dos Museus na Escola, que será uma exposição itinerante para set levada a eventos em escolas, mediante agendamento.
QUESTÃO 04 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Metodologia

(obrigatório para a linha temática 3):
não se aplica

QUESTÃO 05 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Referências bibliográficas principais

(máximo de três referências) (obrigatório para a linha temática 3):
não se aplica

QUESTÃO 06 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Principais trabalhos desenvolvidos pela equipe

(máximo de três trabalhos) (obrigatório para todas as linhas temáticas). Incluir os links de acesso e o DOI, quando disponíveis:

LOPES FERREIRA, MÔNICA ; VIEIRA DA SILVA, GUILHERME ; ALMEIDA, ADRIANA MORTARA. Comunicação pública da ciência por meio da exposição -Plataforma Zebrafish: a construção de uma red-. Journal of Science Communication América Latina, v. 02, p. 1-22, 2019. DOI: https://doi.org/10.22323/3.02020201 SEGANTINI, VERONA

CAMPOS. Como tomar as exposições como objeto para a história e para a museologia? Modos de exibição e o engendramento de uma espacialidade para o Museu Nacional. In: Emanuela Sousa Ribeiro, Bruno Melo de Araújo, Marcus Granato. (Org.). Cadernos do patrimônio da ciência e tecnologia [recurso eletrônico]- epistemologia e políticas.

1ed.Recife: UFPE, 2020, v. 1, p. 213-237. Julião, LETÍCIA. O Desafio da Comunicação nos Museus Universitários. Revista Museologia & Interdisciplinaridade, v. v. 9 n., p. 13-23, 2020.

QUESTÃO 07 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Evidência do porquê a equipe proposta está capacitada a desenvolver o Projeto de forma eficiente e eficaz

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

Esta proposta é no campo da divulgação científica em museus, centros de memória e coleções científicas universitárias que se constitui em objeto de ensino, extensão, pesquisa e gestão acadêmica da equipe proponente. A equipe atua na coordenação dos espaços, no Conselho Coordenador e no Núcleo Técnico Científico da Rede de Museus da UFMG. Para a execução desta proposta, a equipe foi composta por docentes e servidores técnico administrativos especializados com diferentes formações no âmbito da graduação e pós-graduação: arquitetura, biblioteconomia, botânica, ciência da informação, ciências biológicas, comunicação social, design, educação, enfermagem, história, letras, matemática, museologia, odontologia, se configurando num grupo de trabalho interprofissional e interdisciplinar.

A equipe de trabalho também possui grande experiência com educação museal, comunicação pública da ciência, patrimônio científico e cultural, salvaguarda e extroversão de acervos, pesquisa de públicos, mediação em museus, gestão de projetos, relação museus-escolas, assessorias e consultorias para instituições museais e afins e participação em organismos nacionais e internacionais da área. Esta diversidade potencializa o compartilhamento de conhecimentos e qualifica a execução da proposta. Essa equipe também será ampliada com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação que atuam nas ações desenvolvidas na Rede de Museus. Articulando ações de ensino, extensão e pesquisa, e fortalecendo a relação entre a graduação e pós-graduação, os professores atuam na orientação de estudantes de pós-graduação, de iniciação científica, trabalho de conclusão de curso, e iniciação à extensão, com produção de conhecimento na área.

Esses docentes também atuam no ensino de graduação e de Pós-Graduação das suas áreas específicas e alguns docentes atuam no Mestrado Professional Educação e Docência (Promestre) da Faculdade de Educação da UFMG, especialmente na Linha de Pesquisa Educação em Museus e Divulgação Científica, qualificando recursos humanos para a educação básica com pesquisas aplicáveis a educação em museus e espaços de ciências. A equipe possui ampla produção técnico-científica na área do patrimônio científico cultural universitário e de popularização da ciência com divulgação e disseminação por meio de artigos científicos nacionais e internacionais, exposições, catálogos de exposição, livros, materiais didáticos, apresentação de trabalhos em eventos científicos e em eventos de divulgação científica, em mídias sociais, web simpósios, videoaulas, dentre outros.

QUESTÃO 08 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Instalações e equipamentos existentes a serem utilizados para a execução das atividades previstas

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

As atividades previstas serão realizadas utilizando-se as instalações dos próprios espaços (galerias, salas de exposição e reservas técnicas) e das unidades acadêmicas salas de aula, laboratórios, auditórios, espaços abertos) das quais estão vinculados e também as demais instalações da UFMG, nos campi de Belo Horizonte e Montes Claros, assim como, a capacidade instalada de equipamentos de informática, de comunicação e também do Núcleo Técnico Científico da Rede de Museus da UFMG. Equipamentos adicionais podem set acionados em outros setores da Pró-Reitoria de Extensão, como, por exemplo, o Setor de Comunicação. Mobiliários (bancadas, mesas expositivas) em cada espaço também estão disponíveis para a realização das atividades. Além disso, materiais educativos já existentes também serão utilizados assim como os diferentes tipos de acervos museológicos, bibliográficos, arquivísticos e artísticos de cada um dos seis espaços proponentes.

O Centro de Memória da Escola de Enfermagem ( CEMENF) é composto por documentação escrita e oral, iconografia, equipamentos e instrumentos históricos do trabalho da enfermagem. Este espaço conta com uma exposição permanente do acervo sobre a História da Enfermagem e o Laboratório da História e Educação em Saúde (LHES), que desenvolve atividades que integram ensino, pesquisa e extensão sobre história e educação em saúde.

O Centro de Memória da Medicina CEMEMOR é um museu e um centro de estudos históricos dedicados a preservar e divulgar a memória da medicina mineira, além da história da medicina brasileira e mundial. Reúne instrumentos médicos, mobiliário, obras raras da área de saúde, objetos pessoais, coleção iconográfica. Encontra-se nas dependências da Faculdade de Medicina da UFMG, sendo composto por um museu, uma secretaria, uma reserva técnica, duas salas para acomodar o acervo bibliográfico e uma sala como espaço de trabalho, local de consulta e espaço para acomodar o acervo arquivístico.

O CEMENF e o CEMEMOR estão localizados no Campus Saúde da UFMG. O Centro de Pesquisa, Memória e Documentação da Faculdade de Educação (CEDOC); constitui-se num espaço de salvaguarda de parte do patrimônio da educação em Minas Gerais e do patrimônio didático-científico da unidade em que está inserido. Esse espaço dispõe de duas vitrines expositoras (próprias para a exposição de documentos/papéis) e está localizado no espaço ARTEDUCAÇÃO que por sua vez encontra-se nas dependências da Faculdade de Educação. O Centro de Memória da Odontologia (CMO) se constitui como um laboratório de pesquisa histórica e um espaço de organização arquivística de acervos documentais sobre a Odontologia em Minas Gerais, além de espaço museológico e lugar de memória das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela Faculdade de Odontologia da UFMG. Esse espaço disponibiliza seu acervo ao público em diversos espaços museais, contribuindo para a educação, a difusão da ciência e da tecnologia e o desenvolvimento de pesquisas.

O Museu da Matemática é um espaço de disseminação do conhecimento matemático a partir de uma perspectiva recreativa, localizado no Instituto de Ciências Exatas. O Museu conta com amplo acervo de materiais interativos que ilustram diferentes aspectos da matemática: jogos de tabuleiro, quebra-cabeças geométricos, desenhos do artista holandês M. C. Escher, quadros do projeto Imaginary, ilusões de ótica entre outros. O espaço possui um hall de entrada, sala de exposição, sala de atividades educativas e sala da coordenação e está equipado com mesas e cadeiras, mesas expositoras e 1 computador. Esses três espaços se localizam no campus Pampulha.

O Herbário Norte Mineiro (MCCA)representa importante coleção botânica do semiárido mineiro e se localiza no campus Montes Claros da UFMG. Nesse acervo podem set encontrados materiais testemunhos da biodiversidade regional, dos campos rupestres, cerrados e matas secas. É composto de acervo com temperatura e umidade controlados, onde estão armazenados os materiais testemunho em armário próprios; e sala de recepção e processamento de material. Fora do acervo estão disponíveis para o uso mesa, bancadas, cadeiras, livros, estufa, freezers, lupas de mão, além de materiais de coleta botânica em campo e processamento de material. Este espaço é adaptado para a realização de práticas, visitas e oficinas sobre o ensino e a prática científica no estudo da biodiversidade.

QUESTÃO 09 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Resultados, benefícios e impactos esperados

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

O desenvolvimento desse projeto promove interação entre o rico patrimônio científico-cultural da UFMG, sua experiência em pedagogia inovadora e o caráter integrativo e transdisciplinar do pensamento científico. A execução dessa proposta gera benefícios imediatos a curto prazo, e elevado potential de impacto a médio e longo prazos, associados à formação de multiplicadores e contribuição para consolidação da cultura de educação científica e visitas a acervos científico-culturais.

Aos 18 meses , o projeto terá produzido exposições e roteiros adaptados a amplo público e à educação básica, aprimorados pela avaliação desses públicos; produzido e disponibilizado presencialmente materiais didático-pedagógicos para capacitação e para apoio às visitas mediadas; promovido a divulgação dos museus e oportunidades de visitas; recebido visitantes ao longo de 12 meses; e contribuído para a alfabetização científica de estudantes e professores da educação básica. Toda a bagagem conceitual, prática e de transposição pedagógica será convertida em publicações de resumos, artigos tecnológicos e científicos. Esse processo também promoverá profundas mudanças na gestão, dinâmica, extroversão e usos e objetivos dos acervos. A disponibilização de materiais, roteiros de visitas, a aproximação entre professores, servidores e estudantes da UFMG com professores da educação básica e toda a mídia que será envolvida na divulgação do projeto impactará a longo prazo, pois essa associação piloto transdisciplinar servirá de base para a ampliação do projeto de circuito e estandes de diferentes categorias de acervos científicos e de áreas do saber.

Todos os materiais produzidos e disponibilizados estarão acessíveis e serão pensados para serem usados por espaços de ciências do estado de Minas Gerais, favorecendo a promoção de roteiros de educação científica consolidados e marcantes por instituições e espaços que não possuam equipe pedagógica. Todo o movimento gerado na proposta pretender criar uma de cultura de visitação a museus e espaços de ciência, por escolares e por público em geral, com visitas marcadas pelo prazer do aprendizado.

QUESTÃO 10 - DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA - Informações relevantes complementares

(obrigatório para todas as linhas temáticas):

A presente proposta traz um modelo de associação piloto interprofissional e multiáreas do saber, craterístico do pensamento científico. A Rede de Museus da UFMG é caracterizar por set espaço privilegiado para a educação científica, pela riqueza e variedade dos seus acervos, experiência educativa e distribuição pelo estado de Minas Gerais.

A presente proposta corrobora as bases nacionais de ensino, voltadas para a alfabetização científica da sociedade, e a política de Divulgação Científica da UFMG, que reconhece nos museus como espaços práticos da experimentação e desenvolvimento do pensamento científico. Essa proposta fortalece a atuação já tradicional da Rede de Museus na educação científica.

Os investimentos da Rede de Museus vão gerar impactos continuados, mesmo após a finalização do projeto, pois todo o desenvolvimento conceitual, expográfico e didático continuará disponível para os visitantes. A Rede de Museus da UFMG é uma coordenadoria da Pro-Reitoria de Extensão, que também conta com a Diretoria de Divulgação Científica, Assessoria de Comunicação , As diretrizes da politica de divulgação científica da UFMG foi regulamentada em 2021.

Referências bibliográficas

Fontes:

Referências bibliográficas

Marcas das instituições responsáveis pelo projeto